quarta-feira, 9 de agosto de 2017





Sertaneja

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Que zoeira Dona Fia

A bicharada acordando

O galo faz sinfonia

Os pássaros gorjeando 


A vaca chama o bezerro

Hora de o leite tirar,

Dona Fia vai ligeiro

A malhada ordenhar


Vai o milho, galinhada,

Os ovos têm que colher,

Pra fazer boa fritada

E no café da manhã comer


Tudo pronto que beleza,

Entra no rancho a cantar,

Faz o café põe a mesa,

Pra família alimentar


O sol vem dourando a festa,

Com o calor vem banhar

Dona Fia faz a cesta,

Na rede do caminhar


Luta e não perde a fibra,

Sertaneja com louvor!

Conduzsua linda vida

Pelas trilhas do amor


O pêndulo marca o tempo

Que se faz sempre menino

Vida é ciclo é movimento

É já traçado destino!


Elair Cabral

imagem Google
Gifes da Teka

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terça-feira, 8 de agosto de 2017





NEBLINA



Anoiteceu

A neblina desceu

A visão escureceu

Solidão

Miopia sentida

Paisagem indefinida

Abriu a ferida

Ilusão

Vai do chão ao céu

A bruma num véu

Recebe o troféu

Embaço

Vidraça embaçada

A visão borrada

Sombra marcada

Cansaço

Á água descrente

Coragem ausente

Mudança prudente

A flor

O dia alvorece

O belo acontece

Pra vida uma prece

Amor



Elair Cabral
 
Imagem Google

segunda-feira, 7 de agosto de 2017





Roseira da alma


Um pé de linda roseira no jardim Suzana plantava
Amava rosas e flores de qualquer cor ou perfume
Era menina inocente alegre uma canção entoava
Vislumbrou o céu azul como era de costume
As nuvens em seus palácios fazendo mil piruetas
A brincar com pincéis de Deus e tintas da natureza 
Viu então uma imagem que lhe fez meiga careta
Um lindo anjo descendo com luz ternura e leveza
O anjo chegou pertinho e abraçou a bela Fada
Um abraço de amigo com carinho mais profundo
Suzana sentiu no peito a graça de ser amada
E que plantar suas flores era o tesouro do mundo
Uma lágrima da menina caiu em cima da planta
Que cresceu em um segundo e floriu rosas de encanto
Logo colhidas por ele meigo anjinho da amizade
E levadas com amor para o céu de fé e bondade
No aniversário da menina na hora dos parabéns
Caiu uma chuva de pétalas ouviu-se um coro no além
Suzana olhou para as nuvens lá estava seu anjinho
A devolver suas rosas com as vozes do carinho
Suas lágrimas de emoção fizeram brotar amor
Viu que o milagre acontece se o abraço é verdadeiro
Que nasce do coração em forma de linda flor
Regadas com água da alma a florir o mundo inteiro

Elair Cabral

Imagem Google

 

sábado, 5 de agosto de 2017




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais

Elair Cabral

Imagem Google