quinta-feira, 27 de julho de 2017




ORVALHO DE AMOR



O brilho do orvalho em manhãs coloridas,

Tremula no manto de um sol encantado,

É amor que ressoa em gotas floridas,

E borda os lençóis no sereno pautado.



O sol se apodera a secar corações,

E vai esvaindo o brilho do orvalho,

Que sobe e flutua no céu de emoções,

Deixando seu leito em truncado baralho!



Vagando no ar sente o frio engelhar,

O ciclo perfeito pro amor mergulhar,

Cumprindo decretos da mãe natureza!



E volta feliz na chuva de quimeras,

A regar a vida em breves primaveras,

Lençóis que se estendem em fascínio e nobreza!


Elair Cabral
Imagem Google - Gifes da Teka


quarta-feira, 26 de julho de 2017



ADEUS MEU BARCO



O meu barco foi embora,

Partiu sem se despedir,

Nosso sonho jogou fora,

E os poemas de outrora,

Não posso mais traduzir.



Saiu assim de mansinho,

Como uma brisa a cantar,

Deixou vago seu cantinho,

Destruiu sem burburinho,

Minha vontade de amar.



Assim que o dia amanhece,

Corro pra beira do rio,

E ali onde a água desce,

A minh’alma desfalece,

Sinto o coração vazio.



Fico admirando a lua,

Nas noites de solidão,

Nem sinto saudade sua,

Só noto a tristeza nua,

Do que foi minha paixão.



Peço-te, não voltes mais,

Não será a mesma alegria,

Quando o amor fica pra trás,

A volta não satisfaz,

O toque perde a valia.



E curo a alma ferida,

Com as belezas do rio,

Na fé encontro guarida,

Tranço as manobras da vida,

E esqueço o amor que partiu.



Elair Cabral

Imagem Google

Mensagens e Gifs da Teka 































PARABÉNS À TODOS OS AVÓS

VIVÊNCIA

Quão belo é o entardecer na suave claridade.
É sol morno que acarinha sem lassidão de vaidade,
Sabedoria de aqui chegar sem acusar o viver ido,
Onde pintou a paisagem de belos anos vividos.

É sonho do ser humano de na velhice chegar,
E ao receber o troféu vem o eterno reclamar...
Ressentem-se na velhice os frutos da mocidade,
Toda doença consiste nas agruras da saudade.

O amor é a receita para o chegar consagrado,
Ancião jogado morre como o ipê não aguado,
Em lugar da força física recebeu experiência,
Para conduzir aconselhar, semear a sapiência.

A idade se apresenta nos versos eternizados,
Nos erros que cometeu e nos livros folheados.
Nos amores, desamores, nos recalques do caminho,
Em cada lágrima caída quando chorava sozinho,

Vai compondo na passagem a música da sua vida,
Os poemas mais marcantes, as lembranças mais queridas.
Uma obra poderosa retratando experiências,
Vai brilhar como as estrelas nos anais da existência!

Ealir Cabral

Imagem Google








O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho.

Popularmente, o Dia Mundial dos Avós também é conhecido como Dia da Avó ou Dia da Vovó, no Brasil.

O objetivo deste dia é homenagear e agradecer toda a consideração e carinho que os avós dão aos netos.
Vovó e Vovô, dizem que os avós são nossos "segundos pais" e com certeza vocês são muito mais do que isso! São meus pais, irmãos e melhores amigos! Feliz Dia dos Avós! Amo muito vocês!

Amo a vovó

Para casa da vovó vou a correr
Lá tem amor e magia
Ah, se me deixassem escolher,
Iria lá todo dia!

Lá tem algo diferente
O que é?
Não sei explicar
Só o meu bem ela quer!

A vovó tem asas de anjo
São leves como algodão
Vou levar-lhe um arranjo
Flores do meu coração!

Elair CabraL
Imagem google




terça-feira, 25 de julho de 2017



Uma simples homenagem à todos os agricultores que passarm por isso, ou continuam lutando no seu pedacinho de chão!




Guardado no tempo


Os galos em sinfonia
Cantam a pura beleza
Lá vem a barra do dia
Alvorecer da alegria
Prodígio da natureza.

A bicharada se agita
Nobre pedaço de céu
Lá a vida é mais bonita
Simplicidade é a dita
Ninguém joga o senso ao léu.

Vai acordando a família
Cada um sabe a função
Seu Pedro segue a vigília
Arado e bois vão à trilha
Cultivar o fértil chão!

Os bois vão firmes no eito
É muita terra pra arar
Pedro sente amor no peito
Leva o trabalho com jeito
A colheita vai fartar!

Debaixo de chuva, ou sol
Ele faz por merecer
Em giro de girassol
Plantar a cada arrebol
Pra produção florescer.

Eia, boi..., vamos lavrando
A plantar felicidade
O viver assim cantando
Alegria semeando
Nos rumos da eternidade!

Seu Pedro leva o sorriso
E o tempo foge entre os dedos
Saudar o hoje é preciso
Esperançoso e conciso
Da vida cunha os segredos

A noite volta cansado
Na mente jorra a canção
Na rede lembra o passado
Conta histórias do roçado
Nas linhas do coração!

Elair Cabral

quinta-feira, 8 de junho de 2017


Plenitude do amar

Nosso futuro é agora
Fruto do que se sonhou
Tecnologia vigora
De uma forma tão Senhora
Que jamais se imaginou


Os contatos costumeiros
Foram substituídos
Por olhares passageiros
E os contatos verdadeiros
Ficaram mega excluídos

Nossas crianças perderam
A’legria de brincar
Na internet emudeceram
De ser criança esqueceram
E a tendência é piorar

Tão perto do afastado
Tão longe dos seus afetos
No conviver derrotado
Esquece quem está ao lado
Estranhos do mesmo teto

Criança volte pra vida
Controle a forma de amar
Para o novo dê guarida
Mas, não se dê por vencida
Não se deixe dominar

Ame amigos e família
Não se entregue à preconceitos
No vídeo game a guerrilha
Não se torne fria ilha
E lute por seus direitos

De viver a tenra infância
Em constante liberdade
De sonhar como criança
Rumo ao site da bonança
Em graça e felicidade!

Dê as mãos em roda, enfim
Faça a ciranda girar
Pois o círculo é um jardim
Não tem começo e nem fim
Na plenitude do amar

Elair Cabral 
Imagem Google
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza

quinta-feira, 11 de maio de 2017





OS OLHOS VERDES DE DHARANA 



A história que aqui relato é do tempo em que as mãos das pessoas não traziam o “M” desenhado na palma... Sabe aqueles vincos que se assemelham a um “M”? Pois, é. Não existiam. As mãos eram lisinhas, sem marcas, inclusive as da nossa personagem Dharana, a qual fará de você, querido leitor, uma pessoa feliz por ler tão maravilhoso acontecido!

A brisa vagava sem pressa a acariciar o rosto de Dharana que deitada na rede dos sonhos, sentia-se a fonte, aonde o arco-íris vinha matar a sede. 

Menina linda de cabelos tão negros quanto uma noite despida de luar, mas o que mais encantava na doce Dahrana eram os olhos. Enormes e de uma cor tão verde que a natureza sentia orgulho de ter suas roupagens, também nessa cor, mesmo diferenciada em vários tons e sobre-tons. Os olhos de Dharana refletiam a mata debruçada sobre o mar.

Assim vivia num paraíso de beleza e felicidade indo e vindo todos os dias, diria que várias vezes ao dia, puxando água da fonte cristalina, com seu baldinho de madeira talhada. Ao debruçar-se sobre a fonte, fitando a límpida água, certo dia, duas gotas sentiram o olhar de Dharana com tanta beleza, mas, tanta beleza, que se apaixonaram por aquele olhar, tão puro, tão meigo, tão doce...

As duas gotas d’água resolveram pedir ajuda para morar na fonte de lágrimas dos olhos de Dharana! Não suportando mais tanta ansiedade pediram à natureza que as colocasse lá, junto de tão encantadores olhos! Então..., a natureza Mãe atendeu ao pedido das gotas e no momento em que a linda menina colocou o balde na água, o vento soprou as duas, cada uma dentro de um dos olhos e lá ficaram elas, jurando nunca mais saírem, nunca rolarem, nunca brotarem , por mais que fosse a emoção. Amarraram-se a um laço de felicidade e pediram para não serem libertas, jamais.

A meiga criança cresceu e sempre deitava na rede dos sonhos, para dançar como a mais famosa bailarina do universo. 

Naquele dia, A menina das lágrimas apaixonadas por seus olhos verdes, pediu ao vento que a levasse em suas asas e a fizesse descer na Aurora Boreal. Junto ao balé de cores e movimentos sentiu-se em meio ao Lago dos Cisnes, e na mais perfeita evolução, pode ouvir tremer seu coração! Lágrimas rolaram em meio a mais serena emoção, mas as duas lágrimas, não caíram, não sentiram! Viu e sentiu a alegria do sorriso de uma criança, numa meiguice sem preço, admirou casais se respeitando, seguindo a rota do amor. Chorou ao ver a flor desabrochando, colorindo e perfumando. Nada, nada fazia as duas lágrimas virem seu rosto molhar!

O espetáculo acabou, as cortinas fecharam-se e Dharana voltou a sua real composição, e encontrou uma louca paixão... Logo virou amor e se consolidou como um dos mais fascinantes romances já proclamados! Mais convicto que o clássico amor entre Romeu e Julieta, pois este não acabou em tragédia e, nem assim, as duas lágrimas se revelaram, não querendo se separar do amor por elas dedicado aos olhos verdes de tão formosa menina!

O galante e apaixonado jovem se chamava Orfeu. Moço lindo! Cavalheiro, de olhos azuis e cabelos louros, mais brilhantes que a luz do sol na despedida da Aurora Boreal! Másculo, sábio e com muito, muito amor para dar a Dharana. Foi Fantástico o amar dos dois lindos jovens, até serem levados ao altar... E continuou tecido pela eternidade!

Com o badalar do relógio marcando a passagem dos dias e meses, uma semente germinou no seio da mais linda flor, agora esposa. Foi um sublime gestar coroado por cuidados e desvelos que só o verdadeiro amor concretiza.

Chegou então o dia do nascimento. Em meio a ansiedade da feliz espera e a emoção incontida viera a notícia:

- É uma linda menina!

Os olhos de Dharana marejaram. Sua filha veio para seus braços como um pequeno botão de flor. Aos prantos pegou as duas mãozinhas da menininha e colocou em seu rosto molhado de lágrimas. Assim que as duas palminhas tocaram seu rosto a felicidade explodiu, soltou os laços que seguravam as duas lágrimas apaixonadas e elas brotaram com tanta alegria e tão fortes que vincaram a letra “M” nas palminhas do Bebezinho! Desde então todos nascem com o “M” da palavra “mãe” gravados na palma da mão porque a Natureza não falha e se a emoção é de mãe para com seu filho, não há lágrima que não caia!



Elair Cabral





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