quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Para meus amiguinhos o poema que escrevi para minha netinha Fernanda quando ela tinha 2 anos de idade. Hoje está com 5 anos, uma mocinha!


A menina e a boneca


Arrasta pelos cabelos

Que atropelo essa boneca

Faz peteca, põe capelo

Sem apelo, que sapeca!



Dá banho,dá mamadeira

Que zoeira, gargalhada

Amada linda e faceira

Inteira de luz coroada



A boneca faz dormir

Sentir carinho profundo

O mundo dela é seguir

Fluir amor num segundo



Acalenta tão contente

De repente morde a testa

Faz festa joga pra frente

Inteligente na cesta



Percorrer esse caminho

Juntinhos eu e você

Doce é o meu colinho

Meu carinho, meu bebê!



Chama: - vem cá ó filhinha

A pracinha observar

Vem sentar ó bonequinha

Quietinhas vamos olhar!



Elair Cabral



terça-feira, 2 de janeiro de 2018


Olhares...

Olhares em aquarelas, múltiplos tons da alegria,
compõem as cores mais belas nos castelos da magia!


Olhar que busca na fonte das águas da fantasia,
descobrir esse universo e o belo que a contagia!

Criança que corre sedenta em busca de proteção,
encontra o rio em deserto nas areias da emoção!

Pobre, ou rica, basta uma bola, a rolar sob seus pés,
ou uma boneca sem luxo, um brinquedinho qualquer,
que os olhares das crianças brilham como diamantes
e, com o tudo, ou o nada, levam a vida adiante!

Olhares, lindos olhares, todos só querem carinho,
para seguirem brilhando e enfeitando o caminho!

Elair Cabral

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017



Criança de Luz



Flores de o eterno viver

Bordados em fios de ouro

Fontes do tempo vindouro

Em raios de alvorecer



Flui a quimera em ladrilhos

Natureza exuberante

De sonhos todos os trilhos

Onde orvalho expande brilhos

Na alma pura e radiante



Um colorido de luz

A cobrir todo o universo

Onde a beleza seduz

E ao sonho nos conduz

Em magníficos versos



Criança eleva o canto

Em notas primaveris

Mente dormente de encanto

Livre de dor e de pranto

Em tempo de ser feliz



Onde o verde aflora a alma

Em prenúncio de natal

Carinho é canção que acalma

Meigamente rege a palma

Numa redoma ideal



Parece que céu desceu

E fez morada num quadro

Onde o ódio feneceu

Lugar que o amor venceu

E Deus botou no esquadro



E assim vive a natureza

Onde crianças são vida

Forte e inocente beleza

Majestosa singeleza

São de Deus as preferidas


Elair Cabral


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017




Em rimas de caracóis



Na inocência do seu "ser"

Busca encanto no viver

Em rimas de caracóis



É um pensar nobre e belo

Anjo meigo firma o elo

Nas estrelas e arrebóis



Pelos Reinos da ficção

Rastros do velho dragão!

E vira rima de versos



Forte criança sem medo

Sem reverso nem segredo

Parte de seus universos



Os pés molha no frescor

Em acalanto de amor

Na mais bela fantasia



São as águas da inocência

A regar benevolência

Na mais sincera alegria



Elair Cabral

Imagem Google

terça-feira, 5 de dezembro de 2017





Cavalo mágico



Naquele lugar sagrado

Uma história se passou

De um lindo cavalo alado

De suntuoso esplendor



Quando o sol adeus dizia

E voltava pro seu lar

As luzes da fantasia

Começavam a brilhar



Lírica canção dos deuses

Deixava a lua faceira

As estrelas cintilavam

A beijar a cachoeira



Vinha o cavalo garboso

A bailar em seu galope

Com seu porte poderoso

Merecedor de holofotes



Nunca se viu coisa igual

Ninguém consegue explicar

Seja no sonho, ou real

Fazia a chuva parar



Crina e rabo em cachoeira

A encantar todo o ser

Suavidade brejeira

Acordes de amanhecer



Cena louca que encantava

Com tanta beleza ali

O cavalo que voava

De onde devia vir?



Foi até que certo dia

O segredo veio à tona

Era efeito da magia

De quem acredita e sonha



Elair Cabral

Gifs animados da teka





segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


   




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais


Elair Cabral


Imagem Google