quarta-feira, 13 de dezembro de 2017




Em rimas de caracóis



Na inocência do seu "ser"

Busca encanto no viver

Em rimas de caracóis



É um pensar nobre e belo

Anjo meigo firma o elo

Nas estrelas e arrebóis



Pelos Reinos da ficção

Rastros do velho dragão!

E vira rima de versos



Forte criança sem medo

Sem reverso nem segredo

Parte de seus universos



Os pés molha no frescor

Em acalanto de amor

Na mais bela fantasia



São as águas da inocência

A regar benevolência

Na mais sincera alegria



Elair Cabral

Imagem Google

terça-feira, 5 de dezembro de 2017





Cavalo mágico



Naquele lugar sagrado

Uma história se passou

De um lindo cavalo alado

De suntuoso esplendor



Quando o sol adeus dizia

E voltava pro seu lar

As luzes da fantasia

Começavam a brilhar



Lírica canção dos deuses

Deixava a lua faceira

As estrelas cintilavam

A beijar a cachoeira



Vinha o cavalo garboso

A bailar em seu galope

Com seu porte poderoso

Merecedor de holofotes



Nunca se viu coisa igual

Ninguém consegue explicar

Seja no sonho, ou real

Fazia a chuva parar



Crina e rabo em cachoeira

A encantar todo o ser

Suavidade brejeira

Acordes de amanhecer



Cena louca que encantava

Com tanta beleza ali

O cavalo que voava

De onde devia vir?



Foi até que certo dia

O segredo veio à tona

Era efeito da magia

De quem acredita e sonha



Elair Cabral

Gifs animados da teka





segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


   




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais


Elair Cabral


Imagem Google

quinta-feira, 30 de novembro de 2017




A chuva e a arte


A nuvem o céu cobriu

Carrancuda de dar medo

Vestida de preto frio

Mas, no fundo tinha brio

Pronta pra seguir o enredo



Para regar essa terra

Tinha que ficar pesada

Era mesmo som de guerra

Quando a discussão encerra

Chora a chuva abençoada



Dentro de casa João

Foi logo se preparando

Na rua não ia não

No lápis passou a mão

E a vida foi desenhando




Enquanto a chuva caia

Regando a mãe natureza

A inteligência fluía

João alegre recria

O que lhe soa beleza



Tudo em volta lhe inspirava

Como uma linda poesia

Seu universo pintava

Pois João se deliciava

Ao retratar a alegria



Até que a chuva bondosa

Finalizou seu evento

Deixou brilho sobre a rosa

Que faceira e perfumosa

Enamorou-se do vento



João saiu a brincar

Pelas poças do jardim

Foi os amigos buscar

Pra no campinho jogar

Guiado por Serafim

Elair Cabral

Imagem Google



segunda-feira, 27 de novembro de 2017






A menina e a Fada


Mela é menina espertinha

De beleza angelical

Desceu da casa a escadinha

E foi brincar no quintal


Ouviu da grama fininha

Uma voz toda charmosa

Era uma tartaruguinha

Que lhe falava dengosa


Chamou para se banhar

Lá no riacho fresquinho

Tomar água e conversar

Com os sapos e peixinhos


Confessou a tartaruga

A andar pelo caminho

Sou uma fada miúda

Protetora dos bichinhos 


A fada deu um sorriso

Ao ver Mela na esperança

E disse que o paraíso

Tem coração de criança


Deu a ela uma varinha

Para mágicas fazer

E com o pó de estrelinhas

Paz ao mundo devolver


A menina e tartaruga

Protegidas pelas Fadas

Dançaram ao som da música

Da bondade de suas almas


Menina voltou ao lar

A tartaruga ao amor

Por ser linda e especial

Ganhou de Mela uma flor

Elair Cabral

imagem:Google
Mensagens e gifs da Teka




domingo, 22 de outubro de 2017



Resultado de imagem para gifs e mensagens da teka Barrinhas
Curiosidade achata


Olha o sapo cururu

Amanheceu bem faceiro

Lambuzou-se no angu

E comeu tudo ligeiro


Ia para o casamento

Da pombinha mensageira

Com certeza um grande evento

Lá pra cima da porteira


Levou também sua amada

Com vestido de rendinhas

De barra toda bordada

E com chapéu de fitinhas


Ele vestiu-se bem chique

Parecia até galã

Cururu não deu chilique

E sorriu toda a manhã


O casamento foi lindo

Encheu de amor a floresta

Mas o sapo já foi indo

Para uma segunda festa


Era no céu a festança

Não era pro Cururu

Mas o sapo enfiou a pança

No violão do Urubu


A história acabou mal

Vocês já sabem por quê

Teve que nadar no sal

Pra curioso não ser


Elair Cabral

Imgem google





sábado, 7 de outubro de 2017




O Poeta e a lua

Bailando no ar gemia, inquieto, o condor.
Pelo doentio possessivo querer de uma lua triste.


Entre brumas, ventos e solidão, desencantada esconde o lume,
Sob a descrença das flores ignora a inspiração e dispensa o
Perfume.

É tanta recusa, que reclusa chora a saudade,
Não se convence em ser dona de tanta claridade,
Sem noção do imortal... Diminui-se massacrada pela vaidade.

Somos imortais, ó lua!
Poesia verdadeira a inspirar a alma nua e crua,
Com aplausos, ou, na obscuridade,
Poetas de verdade!

Inspirados em sentimentos
A eternizar momentos... Amor ou desamor,
Bailando no ar gemia, inquieto, o condor!

Elair Cabral
Imagem Google