sábado, 7 de outubro de 2017




O Poeta e a lua

Bailando no ar gemia, inquieto, o condor.
Pelo doentio possessivo querer de uma lua triste.


Entre brumas, ventos e solidão, desencantada esconde o lume,
Sob a descrença das flores ignora a inspiração e dispensa o
Perfume.

É tanta recusa, que reclusa chora a saudade,
Não se convence em ser dona de tanta claridade,
Sem noção do imortal... Diminui-se massacrada pela vaidade.

Somos imortais, ó lua!
Poesia verdadeira a inspirar a alma nua e crua,
Com aplausos, ou, na obscuridade,
Poetas de verdade!

Inspirados em sentimentos
A eternizar momentos... Amor ou desamor,
Bailando no ar gemia, inquieto, o condor!

Elair Cabral
Imagem Google

 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017



Bom dia!

Hoje tem início a semana do idoso!
Vale a pena reservar uns minutinhos para a leitura do poema a seguir!


VIVÊNCIA
Quão belo é o entardecer na suave claridade.
É sol morno que acarinha sem lassidão de vaidade,
Sabedoria de aqui chegar sem acusar o viver ido,
Onde pintou a paisagem de belos anos vividos.


É sonho do ser humano de na velhice chegar,
E ao receber o troféu vem o eterno reclamar...
Ressentem-se na velhice os frutos da mocidade,
Toda doença consiste nas agruras da saudade.

O amor é a receita para o chegar consagrado,
Ancião jogado morre como o ipê não aguado,
Em lugar da força física recebeu experiência,
Para conduzir aconselhar, semear a sapiência.

A idade se apresenta nos versos eternizados,
Nos erros que cometeu e nos livros folheados.
Nos amores, desamores, nos recalques do caminho,
Em cada lágrima caída quando chorava sozinho,.

Vai compondo na passagem a música da sua vida,
Os poemas mais marcantes, as lembranças mais queridas.
Uma obra poderosa retratando experiências,
Vai brilhar como as estrelas nos anais da existência!

Ealir Cabral
Imagem Google

quarta-feira, 9 de agosto de 2017





Sertaneja

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Que zoeira Dona Fia

A bicharada acordando

O galo faz sinfonia

Os pássaros gorjeando 


A vaca chama o bezerro

Hora de o leite tirar,

Dona Fia vai ligeiro

A malhada ordenhar


Vai o milho, galinhada,

Os ovos têm que colher,

Pra fazer boa fritada

E no café da manhã comer


Tudo pronto que beleza,

Entra no rancho a cantar,

Faz o café põe a mesa,

Pra família alimentar


O sol vem dourando a festa,

Com o calor vem banhar

Dona Fia faz a cesta,

Na rede do caminhar


Luta e não perde a fibra,

Sertaneja com louvor!

Conduzsua linda vida

Pelas trilhas do amor


O pêndulo marca o tempo

Que se faz sempre menino

Vida é ciclo é movimento

É já traçado destino!


Elair Cabral

imagem Google
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terça-feira, 8 de agosto de 2017





NEBLINA



Anoiteceu

A neblina desceu

A visão escureceu

Solidão

Miopia sentida

Paisagem indefinida

Abriu a ferida

Ilusão

Vai do chão ao céu

A bruma num véu

Recebe o troféu

Embaço

Vidraça embaçada

A visão borrada

Sombra marcada

Cansaço

Á água descrente

Coragem ausente

Mudança prudente

A flor

O dia alvorece

O belo acontece

Pra vida uma prece

Amor



Elair Cabral
 
Imagem Google

segunda-feira, 7 de agosto de 2017





Roseira da alma


Um pé de linda roseira no jardim Suzana plantava
Amava rosas e flores de qualquer cor ou perfume
Era menina inocente alegre uma canção entoava
Vislumbrou o céu azul como era de costume
As nuvens em seus palácios fazendo mil piruetas
A brincar com pincéis de Deus e tintas da natureza 
Viu então uma imagem que lhe fez meiga careta
Um lindo anjo descendo com luz ternura e leveza
O anjo chegou pertinho e abraçou a bela Fada
Um abraço de amigo com carinho mais profundo
Suzana sentiu no peito a graça de ser amada
E que plantar suas flores era o tesouro do mundo
Uma lágrima da menina caiu em cima da planta
Que cresceu em um segundo e floriu rosas de encanto
Logo colhidas por ele meigo anjinho da amizade
E levadas com amor para o céu de fé e bondade
No aniversário da menina na hora dos parabéns
Caiu uma chuva de pétalas ouviu-se um coro no além
Suzana olhou para as nuvens lá estava seu anjinho
A devolver suas rosas com as vozes do carinho
Suas lágrimas de emoção fizeram brotar amor
Viu que o milagre acontece se o abraço é verdadeiro
Que nasce do coração em forma de linda flor
Regadas com água da alma a florir o mundo inteiro

Elair Cabral

Imagem Google

 

sábado, 5 de agosto de 2017




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais

Elair Cabral

Imagem Google


quinta-feira, 27 de julho de 2017




ORVALHO DE AMOR



O brilho do orvalho em manhãs coloridas,

Tremula no manto de um sol encantado,

É amor que ressoa em gotas floridas,

E borda os lençóis no sereno pautado.



O sol se apodera a secar corações,

E vai esvaindo o brilho do orvalho,

Que sobe e flutua no céu de emoções,

Deixando seu leito em truncado baralho!



Vagando no ar sente o frio engelhar,

O ciclo perfeito pro amor mergulhar,

Cumprindo decretos da mãe natureza!



E volta feliz na chuva de quimeras,

A regar a vida em breves primaveras,

Lençóis que se estendem em fascínio e nobreza!


Elair Cabral
Imagem Google - Gifes da Teka