domingo, 22 de outubro de 2017



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Curiosidade achata


Olha o sapo cururu

Amanheceu bem faceiro

Lambuzou-se no angu

E comeu tudo ligeiro


Ia para o casamento

Da pombinha mensageira

Com certeza um grande evento

Lá pra cima da porteira


Levou também sua amada

Com vestido de rendinhas

De barra toda bordada

E com chapéu de fitinhas


Ele vestiu-se bem chique

Parecia até galã

Cururu não deu chilique

E sorriu toda a manhã


O casamento foi lindo

Encheu de amor a floresta

Mas o sapo já foi indo

Para uma segunda festa


Era no céu a festança

Não era pro Cururu

Mas o sapo enfiou a pança

No violão do Urubu


A história acabou mal

Vocês já sabem por quê

Teve que nadar no sal

Pra curioso não ser


Elair Cabral

Imgem google





sábado, 7 de outubro de 2017




O Poeta e a lua

Bailando no ar gemia, inquieto, o condor.
Pelo doentio possessivo querer de uma lua triste.


Entre brumas, ventos e solidão, desencantada esconde o lume,
Sob a descrença das flores ignora a inspiração e dispensa o
Perfume.

É tanta recusa, que reclusa chora a saudade,
Não se convence em ser dona de tanta claridade,
Sem noção do imortal... Diminui-se massacrada pela vaidade.

Somos imortais, ó lua!
Poesia verdadeira a inspirar a alma nua e crua,
Com aplausos, ou, na obscuridade,
Poetas de verdade!

Inspirados em sentimentos
A eternizar momentos... Amor ou desamor,
Bailando no ar gemia, inquieto, o condor!

Elair Cabral
Imagem Google

 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017



Bom dia!

Hoje tem início a semana do idoso!
Vale a pena reservar uns minutinhos para a leitura do poema a seguir!


VIVÊNCIA
Quão belo é o entardecer na suave claridade.
É sol morno que acarinha sem lassidão de vaidade,
Sabedoria de aqui chegar sem acusar o viver ido,
Onde pintou a paisagem de belos anos vividos.


É sonho do ser humano de na velhice chegar,
E ao receber o troféu vem o eterno reclamar...
Ressentem-se na velhice os frutos da mocidade,
Toda doença consiste nas agruras da saudade.

O amor é a receita para o chegar consagrado,
Ancião jogado morre como o ipê não aguado,
Em lugar da força física recebeu experiência,
Para conduzir aconselhar, semear a sapiência.

A idade se apresenta nos versos eternizados,
Nos erros que cometeu e nos livros folheados.
Nos amores, desamores, nos recalques do caminho,
Em cada lágrima caída quando chorava sozinho,.

Vai compondo na passagem a música da sua vida,
Os poemas mais marcantes, as lembranças mais queridas.
Uma obra poderosa retratando experiências,
Vai brilhar como as estrelas nos anais da existência!

Ealir Cabral
Imagem Google

quarta-feira, 9 de agosto de 2017





Sertaneja

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Que zoeira Dona Fia

A bicharada acordando

O galo faz sinfonia

Os pássaros gorjeando 


A vaca chama o bezerro

Hora de o leite tirar,

Dona Fia vai ligeiro

A malhada ordenhar


Vai o milho, galinhada,

Os ovos têm que colher,

Pra fazer boa fritada

E no café da manhã comer


Tudo pronto que beleza,

Entra no rancho a cantar,

Faz o café põe a mesa,

Pra família alimentar


O sol vem dourando a festa,

Com o calor vem banhar

Dona Fia faz a cesta,

Na rede do caminhar


Luta e não perde a fibra,

Sertaneja com louvor!

Conduzsua linda vida

Pelas trilhas do amor


O pêndulo marca o tempo

Que se faz sempre menino

Vida é ciclo é movimento

É já traçado destino!


Elair Cabral

imagem Google
Gifes da Teka

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terça-feira, 8 de agosto de 2017





NEBLINA



Anoiteceu

A neblina desceu

A visão escureceu

Solidão

Miopia sentida

Paisagem indefinida

Abriu a ferida

Ilusão

Vai do chão ao céu

A bruma num véu

Recebe o troféu

Embaço

Vidraça embaçada

A visão borrada

Sombra marcada

Cansaço

Á água descrente

Coragem ausente

Mudança prudente

A flor

O dia alvorece

O belo acontece

Pra vida uma prece

Amor



Elair Cabral
 
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017





Roseira da alma


Um pé de linda roseira no jardim Suzana plantava
Amava rosas e flores de qualquer cor ou perfume
Era menina inocente alegre uma canção entoava
Vislumbrou o céu azul como era de costume
As nuvens em seus palácios fazendo mil piruetas
A brincar com pincéis de Deus e tintas da natureza 
Viu então uma imagem que lhe fez meiga careta
Um lindo anjo descendo com luz ternura e leveza
O anjo chegou pertinho e abraçou a bela Fada
Um abraço de amigo com carinho mais profundo
Suzana sentiu no peito a graça de ser amada
E que plantar suas flores era o tesouro do mundo
Uma lágrima da menina caiu em cima da planta
Que cresceu em um segundo e floriu rosas de encanto
Logo colhidas por ele meigo anjinho da amizade
E levadas com amor para o céu de fé e bondade
No aniversário da menina na hora dos parabéns
Caiu uma chuva de pétalas ouviu-se um coro no além
Suzana olhou para as nuvens lá estava seu anjinho
A devolver suas rosas com as vozes do carinho
Suas lágrimas de emoção fizeram brotar amor
Viu que o milagre acontece se o abraço é verdadeiro
Que nasce do coração em forma de linda flor
Regadas com água da alma a florir o mundo inteiro

Elair Cabral

Imagem Google

 

sábado, 5 de agosto de 2017




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais

Elair Cabral

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quinta-feira, 27 de julho de 2017




ORVALHO DE AMOR



O brilho do orvalho em manhãs coloridas,

Tremula no manto de um sol encantado,

É amor que ressoa em gotas floridas,

E borda os lençóis no sereno pautado.



O sol se apodera a secar corações,

E vai esvaindo o brilho do orvalho,

Que sobe e flutua no céu de emoções,

Deixando seu leito em truncado baralho!



Vagando no ar sente o frio engelhar,

O ciclo perfeito pro amor mergulhar,

Cumprindo decretos da mãe natureza!



E volta feliz na chuva de quimeras,

A regar a vida em breves primaveras,

Lençóis que se estendem em fascínio e nobreza!


Elair Cabral
Imagem Google - Gifes da Teka


quarta-feira, 26 de julho de 2017



ADEUS MEU BARCO



O meu barco foi embora,

Partiu sem se despedir,

Nosso sonho jogou fora,

E os poemas de outrora,

Não posso mais traduzir.



Saiu assim de mansinho,

Como uma brisa a cantar,

Deixou vago seu cantinho,

Destruiu sem burburinho,

Minha vontade de amar.



Assim que o dia amanhece,

Corro pra beira do rio,

E ali onde a água desce,

A minh’alma desfalece,

Sinto o coração vazio.



Fico admirando a lua,

Nas noites de solidão,

Nem sinto saudade sua,

Só noto a tristeza nua,

Do que foi minha paixão.



Peço-te, não voltes mais,

Não será a mesma alegria,

Quando o amor fica pra trás,

A volta não satisfaz,

O toque perde a valia.



E curo a alma ferida,

Com as belezas do rio,

Na fé encontro guarida,

Tranço as manobras da vida,

E esqueço o amor que partiu.



Elair Cabral

Imagem Google

Mensagens e Gifs da Teka 































PARABÉNS À TODOS OS AVÓS

VIVÊNCIA

Quão belo é o entardecer na suave claridade.
É sol morno que acarinha sem lassidão de vaidade,
Sabedoria de aqui chegar sem acusar o viver ido,
Onde pintou a paisagem de belos anos vividos.

É sonho do ser humano de na velhice chegar,
E ao receber o troféu vem o eterno reclamar...
Ressentem-se na velhice os frutos da mocidade,
Toda doença consiste nas agruras da saudade.

O amor é a receita para o chegar consagrado,
Ancião jogado morre como o ipê não aguado,
Em lugar da força física recebeu experiência,
Para conduzir aconselhar, semear a sapiência.

A idade se apresenta nos versos eternizados,
Nos erros que cometeu e nos livros folheados.
Nos amores, desamores, nos recalques do caminho,
Em cada lágrima caída quando chorava sozinho,

Vai compondo na passagem a música da sua vida,
Os poemas mais marcantes, as lembranças mais queridas.
Uma obra poderosa retratando experiências,
Vai brilhar como as estrelas nos anais da existência!

Ealir Cabral

Imagem Google








O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho.

Popularmente, o Dia Mundial dos Avós também é conhecido como Dia da Avó ou Dia da Vovó, no Brasil.

O objetivo deste dia é homenagear e agradecer toda a consideração e carinho que os avós dão aos netos.
Vovó e Vovô, dizem que os avós são nossos "segundos pais" e com certeza vocês são muito mais do que isso! São meus pais, irmãos e melhores amigos! Feliz Dia dos Avós! Amo muito vocês!

Amo a vovó

Para casa da vovó vou a correr
Lá tem amor e magia
Ah, se me deixassem escolher,
Iria lá todo dia!

Lá tem algo diferente
O que é?
Não sei explicar
Só o meu bem ela quer!

A vovó tem asas de anjo
São leves como algodão
Vou levar-lhe um arranjo
Flores do meu coração!

Elair CabraL
Imagem google




terça-feira, 25 de julho de 2017



Uma simples homenagem à todos os agricultores que passarm por isso, ou continuam lutando no seu pedacinho de chão!




Guardado no tempo


Os galos em sinfonia
Cantam a pura beleza
Lá vem a barra do dia
Alvorecer da alegria
Prodígio da natureza.

A bicharada se agita
Nobre pedaço de céu
Lá a vida é mais bonita
Simplicidade é a dita
Ninguém joga o senso ao léu.

Vai acordando a família
Cada um sabe a função
Seu Pedro segue a vigília
Arado e bois vão à trilha
Cultivar o fértil chão!

Os bois vão firmes no eito
É muita terra pra arar
Pedro sente amor no peito
Leva o trabalho com jeito
A colheita vai fartar!

Debaixo de chuva, ou sol
Ele faz por merecer
Em giro de girassol
Plantar a cada arrebol
Pra produção florescer.

Eia, boi..., vamos lavrando
A plantar felicidade
O viver assim cantando
Alegria semeando
Nos rumos da eternidade!

Seu Pedro leva o sorriso
E o tempo foge entre os dedos
Saudar o hoje é preciso
Esperançoso e conciso
Da vida cunha os segredos

A noite volta cansado
Na mente jorra a canção
Na rede lembra o passado
Conta histórias do roçado
Nas linhas do coração!

Elair Cabral

quinta-feira, 8 de junho de 2017


Plenitude do amar

Nosso futuro é agora
Fruto do que se sonhou
Tecnologia vigora
De uma forma tão Senhora
Que jamais se imaginou


Os contatos costumeiros
Foram substituídos
Por olhares passageiros
E os contatos verdadeiros
Ficaram mega excluídos

Nossas crianças perderam
A’legria de brincar
Na internet emudeceram
De ser criança esqueceram
E a tendência é piorar

Tão perto do afastado
Tão longe dos seus afetos
No conviver derrotado
Esquece quem está ao lado
Estranhos do mesmo teto

Criança volte pra vida
Controle a forma de amar
Para o novo dê guarida
Mas, não se dê por vencida
Não se deixe dominar

Ame amigos e família
Não se entregue à preconceitos
No vídeo game a guerrilha
Não se torne fria ilha
E lute por seus direitos

De viver a tenra infância
Em constante liberdade
De sonhar como criança
Rumo ao site da bonança
Em graça e felicidade!

Dê as mãos em roda, enfim
Faça a ciranda girar
Pois o círculo é um jardim
Não tem começo e nem fim
Na plenitude do amar

Elair Cabral 
Imagem Google
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza

quinta-feira, 11 de maio de 2017





OS OLHOS VERDES DE DHARANA 



A história que aqui relato é do tempo em que as mãos das pessoas não traziam o “M” desenhado na palma... Sabe aqueles vincos que se assemelham a um “M”? Pois, é. Não existiam. As mãos eram lisinhas, sem marcas, inclusive as da nossa personagem Dharana, a qual fará de você, querido leitor, uma pessoa feliz por ler tão maravilhoso acontecido!

A brisa vagava sem pressa a acariciar o rosto de Dharana que deitada na rede dos sonhos, sentia-se a fonte, aonde o arco-íris vinha matar a sede. 

Menina linda de cabelos tão negros quanto uma noite despida de luar, mas o que mais encantava na doce Dahrana eram os olhos. Enormes e de uma cor tão verde que a natureza sentia orgulho de ter suas roupagens, também nessa cor, mesmo diferenciada em vários tons e sobre-tons. Os olhos de Dharana refletiam a mata debruçada sobre o mar.

Assim vivia num paraíso de beleza e felicidade indo e vindo todos os dias, diria que várias vezes ao dia, puxando água da fonte cristalina, com seu baldinho de madeira talhada. Ao debruçar-se sobre a fonte, fitando a límpida água, certo dia, duas gotas sentiram o olhar de Dharana com tanta beleza, mas, tanta beleza, que se apaixonaram por aquele olhar, tão puro, tão meigo, tão doce...

As duas gotas d’água resolveram pedir ajuda para morar na fonte de lágrimas dos olhos de Dharana! Não suportando mais tanta ansiedade pediram à natureza que as colocasse lá, junto de tão encantadores olhos! Então..., a natureza Mãe atendeu ao pedido das gotas e no momento em que a linda menina colocou o balde na água, o vento soprou as duas, cada uma dentro de um dos olhos e lá ficaram elas, jurando nunca mais saírem, nunca rolarem, nunca brotarem , por mais que fosse a emoção. Amarraram-se a um laço de felicidade e pediram para não serem libertas, jamais.

A meiga criança cresceu e sempre deitava na rede dos sonhos, para dançar como a mais famosa bailarina do universo. 

Naquele dia, A menina das lágrimas apaixonadas por seus olhos verdes, pediu ao vento que a levasse em suas asas e a fizesse descer na Aurora Boreal. Junto ao balé de cores e movimentos sentiu-se em meio ao Lago dos Cisnes, e na mais perfeita evolução, pode ouvir tremer seu coração! Lágrimas rolaram em meio a mais serena emoção, mas as duas lágrimas, não caíram, não sentiram! Viu e sentiu a alegria do sorriso de uma criança, numa meiguice sem preço, admirou casais se respeitando, seguindo a rota do amor. Chorou ao ver a flor desabrochando, colorindo e perfumando. Nada, nada fazia as duas lágrimas virem seu rosto molhar!

O espetáculo acabou, as cortinas fecharam-se e Dharana voltou a sua real composição, e encontrou uma louca paixão... Logo virou amor e se consolidou como um dos mais fascinantes romances já proclamados! Mais convicto que o clássico amor entre Romeu e Julieta, pois este não acabou em tragédia e, nem assim, as duas lágrimas se revelaram, não querendo se separar do amor por elas dedicado aos olhos verdes de tão formosa menina!

O galante e apaixonado jovem se chamava Orfeu. Moço lindo! Cavalheiro, de olhos azuis e cabelos louros, mais brilhantes que a luz do sol na despedida da Aurora Boreal! Másculo, sábio e com muito, muito amor para dar a Dharana. Foi Fantástico o amar dos dois lindos jovens, até serem levados ao altar... E continuou tecido pela eternidade!

Com o badalar do relógio marcando a passagem dos dias e meses, uma semente germinou no seio da mais linda flor, agora esposa. Foi um sublime gestar coroado por cuidados e desvelos que só o verdadeiro amor concretiza.

Chegou então o dia do nascimento. Em meio a ansiedade da feliz espera e a emoção incontida viera a notícia:

- É uma linda menina!

Os olhos de Dharana marejaram. Sua filha veio para seus braços como um pequeno botão de flor. Aos prantos pegou as duas mãozinhas da menininha e colocou em seu rosto molhado de lágrimas. Assim que as duas palminhas tocaram seu rosto a felicidade explodiu, soltou os laços que seguravam as duas lágrimas apaixonadas e elas brotaram com tanta alegria e tão fortes que vincaram a letra “M” nas palminhas do Bebezinho! Desde então todos nascem com o “M” da palavra “mãe” gravados na palma da mão porque a Natureza não falha e se a emoção é de mãe para com seu filho, não há lágrima que não caia!



Elair Cabral





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https://utopiaerestu.wordpress.com/

quinta-feira, 4 de maio de 2017


Pele de Veludo 


Indefesa 


Céu de beleza 


É da natureza 


Presente 


À você doada 


Para ser amada 


Nunca maltratada 


É gente 


Por Deus foi gerada 


Pele aveludada 


Acariciada 


Amor 


Luz de vaga lume 


Carinho resume 


É raro perfume 


De flor 


A criança Varonil 


Aquarela em flores mil 


Dona de alma gentil 


Verdade 


Fala o que sente 


Sua alma não mente 


Sorri tão contente 


Felicidade... 


Elair Cabra


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quarta-feira, 3 de maio de 2017





A galinha dos ovos azuis



O sítio da Avó Maria,

Fica ao lado da floresta,

Paraíso da alegria,

Lá o amor faz seresta!



Os bichos são a razão,

Protegidos com carinho,

Dão mais vida àquele chão,

Que beleza de cantinho!



Palmas pra galinha Zita,

Que é espetacular,

Alegre meiga e bonita,

No seu jeito de ciscar.



Naquele dia cedinho,

Lá vinha o primeiro ovo,

Foi preparar o seu ninho,

Com cuidado fabuloso!



Ela estava tão faceira,

Escolheu um bom lugar,

Debaixo de uma roseira,

Pra seus ovinhos botar.



O ninho ficou lindinho,

Todo em pétalas de flores,

Bem escondido e quentinho,

Pra evitar os predadores.



E assim botou o primeiro,

Ficou feliz e encantada,

Um ovo azul e brejeiro,

Rita sorria enlevada!



Todo dia ela botava,

Fez do seu ninho atração,

Todo o sítio comentava,

Na mais sincera emoção!



Até que chegou o dia,

De chocar sua ninhada,

Aninhou-se na alegria,

Carinhosa e dedicada.



Bicando, um a um, saiu...

Nasceram fortes e espertos,

Uma canção depiu piu,

Pelo amor da mãe cobertos.





A roseira farfalhou,

E o ninho ficou florido,

Estava em alta o amor,

Aos pintinhos mais queridos.



O pai, um galo cantor,

Cantou com voz mais bonita,

E cuidou com todo o amor,

Dos filhos e a linda Zita!



Como se fosse num rito

Saiu com sua ninhada,

Ciscando o solo bendito,

A cuidar da filharada.



De uma casca azul nasceram,

Mas, eram amarelinhos,

No zelo dos pais cresceram,

E enfeitaram os caminhos!



Elair Cabral
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terça-feira, 2 de maio de 2017




Peixinho apaixonado



Genebaldo é um peixinho

Da cor da rosa vermelha

Nada leve e ligeirinho

Ama receber carinho

Nem que seja uma centelha



Resolveu ser bailarino

E dançar em grande estilo

Na manhã de sol menino

Num bailar doce e divino

Daria ao lago seu brilho



Pensava ganhar Jurema

Dos peixes a linda Fada

A bailarina serena

Meiga, suave e pequena

Que com loucura ele amava



O peixinho decidido

Foi aprender a bailar

Com esforço desmedido

Cada passo concebido

Vinha seu lago alegrar



Chegou o dia esperado

De dançar no recital

Seria um lindo bailado

Todo de luz enfeitado

Num encanto sem igual



Dançou com graça e beleza

Só tinha um grande desejo

Que a Fada da singeleza

Revestida de nobreza

Premiasse-lhe c’um beijo



Olha que forte emoção

Quando a dança terminou

Jurema se fez canção

Entregou-lhe o coração

E para sempre lhe amou 



Elair Cabral

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sábado, 22 de abril de 2017


A BALEIA AZUL


...Tempo de deixar de olhar o horizonte, 

porque o tempo é agora.

Escancarar a janela 

da parede do “ser” 

e deixar entrar lindo 

e faceiro um raio de luz.


Não a luz moribunda 

de um lampião que agoniza ao longe, 

mas a Luz do cheiro de mato, 

do gorjear de todos os pássaros, 

das canções e girassóis, 

luz do doce afago, 

do carinho entre casais, 

luz da família unida, 

de um lar e não uma casa...


Parte do poema de minha autoria " Uma janela para a vida" No qual cito a importância de um lar. Podemos ressaltar que na estrutura de um lar existe atenção, discussões positivas, esclarecimentos, luz para seguir em frente. Em um lar, pais e filhos dão-se as mãos e não há nada que separe.

  
A baleia azul é apenas uma cor, mas para os filhos sem lar, muitos bichos de todas as cores aparecerão, devido a falta de cor da família. Pais conscientes são insubstituíveis, pois não há cor que cubra o colorido de responsabililidade perante os seres que colocaram no mundo.


Destaco aqui parte de um texto de autoria desconhecida, mas que achei muito interessante...


" Quando falta você (pai ou mãe) seu filho buscará preencher sua ausência com qualquer 'bicho'. Sabe por quê essa geração de filhos não sai do celular, do computador, da internet, do isolamento? Por quê nós os empurramos para esse mundo virtual".


Hora de colorir o mundo dos pequenos, com as cores do carinho, da orientação, da calma e da firmaza, para que eles trilhem os caminhos da vida com nuances das cores do amor!

Elair Cabral






Imagens Google