quinta-feira, 21 de dezembro de 2017



Criança de Luz



Flores de o eterno viver

Bordados em fios de ouro

Fontes do tempo vindouro

Em raios de alvorecer



Flui a quimera em ladrilhos

Natureza exuberante

De sonhos todos os trilhos

Onde orvalho expande brilhos

Na alma pura e radiante



Um colorido de luz

A cobrir todo o universo

Onde a beleza seduz

E ao sonho nos conduz

Em magníficos versos



Criança eleva o canto

Em notas primaveris

Mente dormente de encanto

Livre de dor e de pranto

Em tempo de ser feliz



Onde o verde aflora a alma

Em prenúncio de natal

Carinho é canção que acalma

Meigamente rege a palma

Numa redoma ideal



Parece que céu desceu

E fez morada num quadro

Onde o ódio feneceu

Lugar que o amor venceu

E Deus botou no esquadro



E assim vive a natureza

Onde crianças são vida

Forte e inocente beleza

Majestosa singeleza

São de Deus as preferidas


Elair Cabral


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017




Em rimas de caracóis



Na inocência do seu "ser"

Busca encanto no viver

Em rimas de caracóis



É um pensar nobre e belo

Anjo meigo firma o elo

Nas estrelas e arrebóis



Pelos Reinos da ficção

Rastros do velho dragão!

E vira rima de versos



Forte criança sem medo

Sem reverso nem segredo

Parte de seus universos



Os pés molha no frescor

Em acalanto de amor

Na mais bela fantasia



São as águas da inocência

A regar benevolência

Na mais sincera alegria



Elair Cabral

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017





Cavalo mágico



Naquele lugar sagrado

Uma história se passou

De um lindo cavalo alado

De suntuoso esplendor



Quando o sol adeus dizia

E voltava pro seu lar

As luzes da fantasia

Começavam a brilhar



Lírica canção dos deuses

Deixava a lua faceira

As estrelas cintilavam

A beijar a cachoeira



Vinha o cavalo garboso

A bailar em seu galope

Com seu porte poderoso

Merecedor de holofotes



Nunca se viu coisa igual

Ninguém consegue explicar

Seja no sonho, ou real

Fazia a chuva parar



Crina e rabo em cachoeira

A encantar todo o ser

Suavidade brejeira

Acordes de amanhecer



Cena louca que encantava

Com tanta beleza ali

O cavalo que voava

De onde devia vir?



Foi até que certo dia

O segredo veio à tona

Era efeito da magia

De quem acredita e sonha



Elair Cabral

Gifs animados da teka





segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


   




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais


Elair Cabral


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quinta-feira, 30 de novembro de 2017




A chuva e a arte


A nuvem o céu cobriu

Carrancuda de dar medo

Vestida de preto frio

Mas, no fundo tinha brio

Pronta pra seguir o enredo



Para regar essa terra

Tinha que ficar pesada

Era mesmo som de guerra

Quando a discussão encerra

Chora a chuva abençoada



Dentro de casa João

Foi logo se preparando

Na rua não ia não

No lápis passou a mão

E a vida foi desenhando




Enquanto a chuva caia

Regando a mãe natureza

A inteligência fluía

João alegre recria

O que lhe soa beleza



Tudo em volta lhe inspirava

Como uma linda poesia

Seu universo pintava

Pois João se deliciava

Ao retratar a alegria



Até que a chuva bondosa

Finalizou seu evento

Deixou brilho sobre a rosa

Que faceira e perfumosa

Enamorou-se do vento



João saiu a brincar

Pelas poças do jardim

Foi os amigos buscar

Pra no campinho jogar

Guiado por Serafim

Elair Cabral

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017






A menina e a Fada


Mela é menina espertinha

De beleza angelical

Desceu da casa a escadinha

E foi brincar no quintal


Ouviu da grama fininha

Uma voz toda charmosa

Era uma tartaruguinha

Que lhe falava dengosa


Chamou para se banhar

Lá no riacho fresquinho

Tomar água e conversar

Com os sapos e peixinhos


Confessou a tartaruga

A andar pelo caminho

Sou uma fada miúda

Protetora dos bichinhos 


A fada deu um sorriso

Ao ver Mela na esperança

E disse que o paraíso

Tem coração de criança


Deu a ela uma varinha

Para mágicas fazer

E com o pó de estrelinhas

Paz ao mundo devolver


A menina e tartaruga

Protegidas pelas Fadas

Dançaram ao som da música

Da bondade de suas almas


Menina voltou ao lar

A tartaruga ao amor

Por ser linda e especial

Ganhou de Mela uma flor

Elair Cabral

imagem:Google
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domingo, 22 de outubro de 2017



Resultado de imagem para gifs e mensagens da teka Barrinhas
Curiosidade achata


Olha o sapo cururu

Amanheceu bem faceiro

Lambuzou-se no angu

E comeu tudo ligeiro


Ia para o casamento

Da pombinha mensageira

Com certeza um grande evento

Lá pra cima da porteira


Levou também sua amada

Com vestido de rendinhas

De barra toda bordada

E com chapéu de fitinhas


Ele vestiu-se bem chique

Parecia até galã

Cururu não deu chilique

E sorriu toda a manhã


O casamento foi lindo

Encheu de amor a floresta

Mas o sapo já foi indo

Para uma segunda festa


Era no céu a festança

Não era pro Cururu

Mas o sapo enfiou a pança

No violão do Urubu


A história acabou mal

Vocês já sabem por quê

Teve que nadar no sal

Pra curioso não ser


Elair Cabral

Imgem google





sábado, 7 de outubro de 2017




O Poeta e a lua

Bailando no ar gemia, inquieto, o condor.
Pelo doentio possessivo querer de uma lua triste.


Entre brumas, ventos e solidão, desencantada esconde o lume,
Sob a descrença das flores ignora a inspiração e dispensa o
Perfume.

É tanta recusa, que reclusa chora a saudade,
Não se convence em ser dona de tanta claridade,
Sem noção do imortal... Diminui-se massacrada pela vaidade.

Somos imortais, ó lua!
Poesia verdadeira a inspirar a alma nua e crua,
Com aplausos, ou, na obscuridade,
Poetas de verdade!

Inspirados em sentimentos
A eternizar momentos... Amor ou desamor,
Bailando no ar gemia, inquieto, o condor!

Elair Cabral
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017



Bom dia!

Hoje tem início a semana do idoso!
Vale a pena reservar uns minutinhos para a leitura do poema a seguir!


VIVÊNCIA
Quão belo é o entardecer na suave claridade.
É sol morno que acarinha sem lassidão de vaidade,
Sabedoria de aqui chegar sem acusar o viver ido,
Onde pintou a paisagem de belos anos vividos.


É sonho do ser humano de na velhice chegar,
E ao receber o troféu vem o eterno reclamar...
Ressentem-se na velhice os frutos da mocidade,
Toda doença consiste nas agruras da saudade.

O amor é a receita para o chegar consagrado,
Ancião jogado morre como o ipê não aguado,
Em lugar da força física recebeu experiência,
Para conduzir aconselhar, semear a sapiência.

A idade se apresenta nos versos eternizados,
Nos erros que cometeu e nos livros folheados.
Nos amores, desamores, nos recalques do caminho,
Em cada lágrima caída quando chorava sozinho,.

Vai compondo na passagem a música da sua vida,
Os poemas mais marcantes, as lembranças mais queridas.
Uma obra poderosa retratando experiências,
Vai brilhar como as estrelas nos anais da existência!

Ealir Cabral
Imagem Google

quarta-feira, 9 de agosto de 2017





Sertaneja

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Que zoeira Dona Fia

A bicharada acordando

O galo faz sinfonia

Os pássaros gorjeando 


A vaca chama o bezerro

Hora de o leite tirar,

Dona Fia vai ligeiro

A malhada ordenhar


Vai o milho, galinhada,

Os ovos têm que colher,

Pra fazer boa fritada

E no café da manhã comer


Tudo pronto que beleza,

Entra no rancho a cantar,

Faz o café põe a mesa,

Pra família alimentar


O sol vem dourando a festa,

Com o calor vem banhar

Dona Fia faz a cesta,

Na rede do caminhar


Luta e não perde a fibra,

Sertaneja com louvor!

Conduzsua linda vida

Pelas trilhas do amor


O pêndulo marca o tempo

Que se faz sempre menino

Vida é ciclo é movimento

É já traçado destino!


Elair Cabral

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terça-feira, 8 de agosto de 2017





NEBLINA



Anoiteceu

A neblina desceu

A visão escureceu

Solidão

Miopia sentida

Paisagem indefinida

Abriu a ferida

Ilusão

Vai do chão ao céu

A bruma num véu

Recebe o troféu

Embaço

Vidraça embaçada

A visão borrada

Sombra marcada

Cansaço

Á água descrente

Coragem ausente

Mudança prudente

A flor

O dia alvorece

O belo acontece

Pra vida uma prece

Amor



Elair Cabral
 
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017





Roseira da alma


Um pé de linda roseira no jardim Suzana plantava
Amava rosas e flores de qualquer cor ou perfume
Era menina inocente alegre uma canção entoava
Vislumbrou o céu azul como era de costume
As nuvens em seus palácios fazendo mil piruetas
A brincar com pincéis de Deus e tintas da natureza 
Viu então uma imagem que lhe fez meiga careta
Um lindo anjo descendo com luz ternura e leveza
O anjo chegou pertinho e abraçou a bela Fada
Um abraço de amigo com carinho mais profundo
Suzana sentiu no peito a graça de ser amada
E que plantar suas flores era o tesouro do mundo
Uma lágrima da menina caiu em cima da planta
Que cresceu em um segundo e floriu rosas de encanto
Logo colhidas por ele meigo anjinho da amizade
E levadas com amor para o céu de fé e bondade
No aniversário da menina na hora dos parabéns
Caiu uma chuva de pétalas ouviu-se um coro no além
Suzana olhou para as nuvens lá estava seu anjinho
A devolver suas rosas com as vozes do carinho
Suas lágrimas de emoção fizeram brotar amor
Viu que o milagre acontece se o abraço é verdadeiro
Que nasce do coração em forma de linda flor
Regadas com água da alma a florir o mundo inteiro

Elair Cabral

Imagem Google

 

sábado, 5 de agosto de 2017




Dona preguiça



Na copa de uma figueira

Morava dona Preguiça

Devagar, calma e faceira

De alma nobre e brejeira

Que ao amor Preguiça atiça



Como nunca toma banho

Exala cheiro de mato

A cascata soa estranho

De água o medo é tamanho

Pior que o medo do gato



Vestido cinza se alinha

Todo de branco enfeitado

Faz dela nobre rainha

Quando seu filho acarinha

Num galho bem reforçado



Dorme c’as pernas pra cima

E a chuva escorre gostoso

No verso a poesia rima

E a natureza lhe estima

Num ritual poderoso



Da figueira se alimenta

Pois mora na sua copa

Já que andar não agüenta

Ficar deitada lhe assenta

Uma soneca ela topa



Dorme o dia inteirinho

A noite ainda cochila 

Quieta no seu mundinho

É avessa a burburinho

Mal vê que a lua cintila



E no alto da figueira

A preguiça vive em paz

Com doçura verdadeira

Com sobriedade altaneira

É preguiçosa demais

Elair Cabral

Imagem Google


quinta-feira, 27 de julho de 2017




ORVALHO DE AMOR



O brilho do orvalho em manhãs coloridas,

Tremula no manto de um sol encantado,

É amor que ressoa em gotas floridas,

E borda os lençóis no sereno pautado.



O sol se apodera a secar corações,

E vai esvaindo o brilho do orvalho,

Que sobe e flutua no céu de emoções,

Deixando seu leito em truncado baralho!



Vagando no ar sente o frio engelhar,

O ciclo perfeito pro amor mergulhar,

Cumprindo decretos da mãe natureza!



E volta feliz na chuva de quimeras,

A regar a vida em breves primaveras,

Lençóis que se estendem em fascínio e nobreza!


Elair Cabral
Imagem Google - Gifes da Teka


quarta-feira, 26 de julho de 2017



ADEUS MEU BARCO



O meu barco foi embora,

Partiu sem se despedir,

Nosso sonho jogou fora,

E os poemas de outrora,

Não posso mais traduzir.



Saiu assim de mansinho,

Como uma brisa a cantar,

Deixou vago seu cantinho,

Destruiu sem burburinho,

Minha vontade de amar.



Assim que o dia amanhece,

Corro pra beira do rio,

E ali onde a água desce,

A minh’alma desfalece,

Sinto o coração vazio.



Fico admirando a lua,

Nas noites de solidão,

Nem sinto saudade sua,

Só noto a tristeza nua,

Do que foi minha paixão.



Peço-te, não voltes mais,

Não será a mesma alegria,

Quando o amor fica pra trás,

A volta não satisfaz,

O toque perde a valia.



E curo a alma ferida,

Com as belezas do rio,

Na fé encontro guarida,

Tranço as manobras da vida,

E esqueço o amor que partiu.



Elair Cabral

Imagem Google

Mensagens e Gifs da Teka 































PARABÉNS À TODOS OS AVÓS

VIVÊNCIA

Quão belo é o entardecer na suave claridade.
É sol morno que acarinha sem lassidão de vaidade,
Sabedoria de aqui chegar sem acusar o viver ido,
Onde pintou a paisagem de belos anos vividos.

É sonho do ser humano de na velhice chegar,
E ao receber o troféu vem o eterno reclamar...
Ressentem-se na velhice os frutos da mocidade,
Toda doença consiste nas agruras da saudade.

O amor é a receita para o chegar consagrado,
Ancião jogado morre como o ipê não aguado,
Em lugar da força física recebeu experiência,
Para conduzir aconselhar, semear a sapiência.

A idade se apresenta nos versos eternizados,
Nos erros que cometeu e nos livros folheados.
Nos amores, desamores, nos recalques do caminho,
Em cada lágrima caída quando chorava sozinho,

Vai compondo na passagem a música da sua vida,
Os poemas mais marcantes, as lembranças mais queridas.
Uma obra poderosa retratando experiências,
Vai brilhar como as estrelas nos anais da existência!

Ealir Cabral

Imagem Google








O Dia dos Avós é comemorado anualmente em 26 de julho.

Popularmente, o Dia Mundial dos Avós também é conhecido como Dia da Avó ou Dia da Vovó, no Brasil.

O objetivo deste dia é homenagear e agradecer toda a consideração e carinho que os avós dão aos netos.
Vovó e Vovô, dizem que os avós são nossos "segundos pais" e com certeza vocês são muito mais do que isso! São meus pais, irmãos e melhores amigos! Feliz Dia dos Avós! Amo muito vocês!

Amo a vovó

Para casa da vovó vou a correr
Lá tem amor e magia
Ah, se me deixassem escolher,
Iria lá todo dia!

Lá tem algo diferente
O que é?
Não sei explicar
Só o meu bem ela quer!

A vovó tem asas de anjo
São leves como algodão
Vou levar-lhe um arranjo
Flores do meu coração!

Elair CabraL
Imagem google




terça-feira, 25 de julho de 2017



Uma simples homenagem à todos os agricultores que passarm por isso, ou continuam lutando no seu pedacinho de chão!




Guardado no tempo


Os galos em sinfonia
Cantam a pura beleza
Lá vem a barra do dia
Alvorecer da alegria
Prodígio da natureza.

A bicharada se agita
Nobre pedaço de céu
Lá a vida é mais bonita
Simplicidade é a dita
Ninguém joga o senso ao léu.

Vai acordando a família
Cada um sabe a função
Seu Pedro segue a vigília
Arado e bois vão à trilha
Cultivar o fértil chão!

Os bois vão firmes no eito
É muita terra pra arar
Pedro sente amor no peito
Leva o trabalho com jeito
A colheita vai fartar!

Debaixo de chuva, ou sol
Ele faz por merecer
Em giro de girassol
Plantar a cada arrebol
Pra produção florescer.

Eia, boi..., vamos lavrando
A plantar felicidade
O viver assim cantando
Alegria semeando
Nos rumos da eternidade!

Seu Pedro leva o sorriso
E o tempo foge entre os dedos
Saudar o hoje é preciso
Esperançoso e conciso
Da vida cunha os segredos

A noite volta cansado
Na mente jorra a canção
Na rede lembra o passado
Conta histórias do roçado
Nas linhas do coração!

Elair Cabral

quinta-feira, 8 de junho de 2017


Plenitude do amar

Nosso futuro é agora
Fruto do que se sonhou
Tecnologia vigora
De uma forma tão Senhora
Que jamais se imaginou


Os contatos costumeiros
Foram substituídos
Por olhares passageiros
E os contatos verdadeiros
Ficaram mega excluídos

Nossas crianças perderam
A’legria de brincar
Na internet emudeceram
De ser criança esqueceram
E a tendência é piorar

Tão perto do afastado
Tão longe dos seus afetos
No conviver derrotado
Esquece quem está ao lado
Estranhos do mesmo teto

Criança volte pra vida
Controle a forma de amar
Para o novo dê guarida
Mas, não se dê por vencida
Não se deixe dominar

Ame amigos e família
Não se entregue à preconceitos
No vídeo game a guerrilha
Não se torne fria ilha
E lute por seus direitos

De viver a tenra infância
Em constante liberdade
De sonhar como criança
Rumo ao site da bonança
Em graça e felicidade!

Dê as mãos em roda, enfim
Faça a ciranda girar
Pois o círculo é um jardim
Não tem começo e nem fim
Na plenitude do amar

Elair Cabral 
Imagem Google
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza

quinta-feira, 11 de maio de 2017





OS OLHOS VERDES DE DHARANA 



A história que aqui relato é do tempo em que as mãos das pessoas não traziam o “M” desenhado na palma... Sabe aqueles vincos que se assemelham a um “M”? Pois, é. Não existiam. As mãos eram lisinhas, sem marcas, inclusive as da nossa personagem Dharana, a qual fará de você, querido leitor, uma pessoa feliz por ler tão maravilhoso acontecido!

A brisa vagava sem pressa a acariciar o rosto de Dharana que deitada na rede dos sonhos, sentia-se a fonte, aonde o arco-íris vinha matar a sede. 

Menina linda de cabelos tão negros quanto uma noite despida de luar, mas o que mais encantava na doce Dahrana eram os olhos. Enormes e de uma cor tão verde que a natureza sentia orgulho de ter suas roupagens, também nessa cor, mesmo diferenciada em vários tons e sobre-tons. Os olhos de Dharana refletiam a mata debruçada sobre o mar.

Assim vivia num paraíso de beleza e felicidade indo e vindo todos os dias, diria que várias vezes ao dia, puxando água da fonte cristalina, com seu baldinho de madeira talhada. Ao debruçar-se sobre a fonte, fitando a límpida água, certo dia, duas gotas sentiram o olhar de Dharana com tanta beleza, mas, tanta beleza, que se apaixonaram por aquele olhar, tão puro, tão meigo, tão doce...

As duas gotas d’água resolveram pedir ajuda para morar na fonte de lágrimas dos olhos de Dharana! Não suportando mais tanta ansiedade pediram à natureza que as colocasse lá, junto de tão encantadores olhos! Então..., a natureza Mãe atendeu ao pedido das gotas e no momento em que a linda menina colocou o balde na água, o vento soprou as duas, cada uma dentro de um dos olhos e lá ficaram elas, jurando nunca mais saírem, nunca rolarem, nunca brotarem , por mais que fosse a emoção. Amarraram-se a um laço de felicidade e pediram para não serem libertas, jamais.

A meiga criança cresceu e sempre deitava na rede dos sonhos, para dançar como a mais famosa bailarina do universo. 

Naquele dia, A menina das lágrimas apaixonadas por seus olhos verdes, pediu ao vento que a levasse em suas asas e a fizesse descer na Aurora Boreal. Junto ao balé de cores e movimentos sentiu-se em meio ao Lago dos Cisnes, e na mais perfeita evolução, pode ouvir tremer seu coração! Lágrimas rolaram em meio a mais serena emoção, mas as duas lágrimas, não caíram, não sentiram! Viu e sentiu a alegria do sorriso de uma criança, numa meiguice sem preço, admirou casais se respeitando, seguindo a rota do amor. Chorou ao ver a flor desabrochando, colorindo e perfumando. Nada, nada fazia as duas lágrimas virem seu rosto molhar!

O espetáculo acabou, as cortinas fecharam-se e Dharana voltou a sua real composição, e encontrou uma louca paixão... Logo virou amor e se consolidou como um dos mais fascinantes romances já proclamados! Mais convicto que o clássico amor entre Romeu e Julieta, pois este não acabou em tragédia e, nem assim, as duas lágrimas se revelaram, não querendo se separar do amor por elas dedicado aos olhos verdes de tão formosa menina!

O galante e apaixonado jovem se chamava Orfeu. Moço lindo! Cavalheiro, de olhos azuis e cabelos louros, mais brilhantes que a luz do sol na despedida da Aurora Boreal! Másculo, sábio e com muito, muito amor para dar a Dharana. Foi Fantástico o amar dos dois lindos jovens, até serem levados ao altar... E continuou tecido pela eternidade!

Com o badalar do relógio marcando a passagem dos dias e meses, uma semente germinou no seio da mais linda flor, agora esposa. Foi um sublime gestar coroado por cuidados e desvelos que só o verdadeiro amor concretiza.

Chegou então o dia do nascimento. Em meio a ansiedade da feliz espera e a emoção incontida viera a notícia:

- É uma linda menina!

Os olhos de Dharana marejaram. Sua filha veio para seus braços como um pequeno botão de flor. Aos prantos pegou as duas mãozinhas da menininha e colocou em seu rosto molhado de lágrimas. Assim que as duas palminhas tocaram seu rosto a felicidade explodiu, soltou os laços que seguravam as duas lágrimas apaixonadas e elas brotaram com tanta alegria e tão fortes que vincaram a letra “M” nas palminhas do Bebezinho! Desde então todos nascem com o “M” da palavra “mãe” gravados na palma da mão porque a Natureza não falha e se a emoção é de mãe para com seu filho, não há lágrima que não caia!



Elair Cabral





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