quinta-feira, 8 de junho de 2017


Plenitude do amar

Nosso futuro é agora
Fruto do que se sonhou
Tecnologia vigora
De uma forma tão Senhora
Que jamais se imaginou


Os contatos costumeiros
Foram substituídos
Por olhares passageiros
E os contatos verdadeiros
Ficaram mega excluídos

Nossas crianças perderam
A’legria de brincar
Na internet emudeceram
De ser criança esqueceram
E a tendência é piorar

Tão perto do afastado
Tão longe dos seus afetos
No conviver derrotado
Esquece quem está ao lado
Estranhos do mesmo teto

Criança volte pra vida
Controle a forma de amar
Para o novo dê guarida
Mas, não se dê por vencida
Não se deixe dominar

Ame amigos e família
Não se entregue à preconceitos
No vídeo game a guerrilha
Não se torne fria ilha
E lute por seus direitos

De viver a tenra infância
Em constante liberdade
De sonhar como criança
Rumo ao site da bonança
Em graça e felicidade!

Dê as mãos em roda, enfim
Faça a ciranda girar
Pois o círculo é um jardim
Não tem começo e nem fim
Na plenitude do amar

Elair Cabral 
Imagem Google
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre e natureza

quinta-feira, 11 de maio de 2017





OS OLHOS VERDES DE DHARANA 



A história que aqui relato é do tempo em que as mãos das pessoas não traziam o “M” desenhado na palma... Sabe aqueles vincos que se assemelham a um “M”? Pois, é. Não existiam. As mãos eram lisinhas, sem marcas, inclusive as da nossa personagem Dharana, a qual fará de você, querido leitor, uma pessoa feliz por ler tão maravilhoso acontecido!

A brisa vagava sem pressa a acariciar o rosto de Dharana que deitada na rede dos sonhos, sentia-se a fonte, aonde o arco-íris vinha matar a sede. 

Menina linda de cabelos tão negros quanto uma noite despida de luar, mas o que mais encantava na doce Dahrana eram os olhos. Enormes e de uma cor tão verde que a natureza sentia orgulho de ter suas roupagens, também nessa cor, mesmo diferenciada em vários tons e sobre-tons. Os olhos de Dharana refletiam a mata debruçada sobre o mar.

Assim vivia num paraíso de beleza e felicidade indo e vindo todos os dias, diria que várias vezes ao dia, puxando água da fonte cristalina, com seu baldinho de madeira talhada. Ao debruçar-se sobre a fonte, fitando a límpida água, certo dia, duas gotas sentiram o olhar de Dharana com tanta beleza, mas, tanta beleza, que se apaixonaram por aquele olhar, tão puro, tão meigo, tão doce...

As duas gotas d’água resolveram pedir ajuda para morar na fonte de lágrimas dos olhos de Dharana! Não suportando mais tanta ansiedade pediram à natureza que as colocasse lá, junto de tão encantadores olhos! Então..., a natureza Mãe atendeu ao pedido das gotas e no momento em que a linda menina colocou o balde na água, o vento soprou as duas, cada uma dentro de um dos olhos e lá ficaram elas, jurando nunca mais saírem, nunca rolarem, nunca brotarem , por mais que fosse a emoção. Amarraram-se a um laço de felicidade e pediram para não serem libertas, jamais.

A meiga criança cresceu e sempre deitava na rede dos sonhos, para dançar como a mais famosa bailarina do universo. 

Naquele dia, A menina das lágrimas apaixonadas por seus olhos verdes, pediu ao vento que a levasse em suas asas e a fizesse descer na Aurora Boreal. Junto ao balé de cores e movimentos sentiu-se em meio ao Lago dos Cisnes, e na mais perfeita evolução, pode ouvir tremer seu coração! Lágrimas rolaram em meio a mais serena emoção, mas as duas lágrimas, não caíram, não sentiram! Viu e sentiu a alegria do sorriso de uma criança, numa meiguice sem preço, admirou casais se respeitando, seguindo a rota do amor. Chorou ao ver a flor desabrochando, colorindo e perfumando. Nada, nada fazia as duas lágrimas virem seu rosto molhar!

O espetáculo acabou, as cortinas fecharam-se e Dharana voltou a sua real composição, e encontrou uma louca paixão... Logo virou amor e se consolidou como um dos mais fascinantes romances já proclamados! Mais convicto que o clássico amor entre Romeu e Julieta, pois este não acabou em tragédia e, nem assim, as duas lágrimas se revelaram, não querendo se separar do amor por elas dedicado aos olhos verdes de tão formosa menina!

O galante e apaixonado jovem se chamava Orfeu. Moço lindo! Cavalheiro, de olhos azuis e cabelos louros, mais brilhantes que a luz do sol na despedida da Aurora Boreal! Másculo, sábio e com muito, muito amor para dar a Dharana. Foi Fantástico o amar dos dois lindos jovens, até serem levados ao altar... E continuou tecido pela eternidade!

Com o badalar do relógio marcando a passagem dos dias e meses, uma semente germinou no seio da mais linda flor, agora esposa. Foi um sublime gestar coroado por cuidados e desvelos que só o verdadeiro amor concretiza.

Chegou então o dia do nascimento. Em meio a ansiedade da feliz espera e a emoção incontida viera a notícia:

- É uma linda menina!

Os olhos de Dharana marejaram. Sua filha veio para seus braços como um pequeno botão de flor. Aos prantos pegou as duas mãozinhas da menininha e colocou em seu rosto molhado de lágrimas. Assim que as duas palminhas tocaram seu rosto a felicidade explodiu, soltou os laços que seguravam as duas lágrimas apaixonadas e elas brotaram com tanta alegria e tão fortes que vincaram a letra “M” nas palminhas do Bebezinho! Desde então todos nascem com o “M” da palavra “mãe” gravados na palma da mão porque a Natureza não falha e se a emoção é de mãe para com seu filho, não há lágrima que não caia!



Elair Cabral





Imagem Google

https://utopiaerestu.wordpress.com/

quinta-feira, 4 de maio de 2017


Pele de Veludo 


Indefesa 


Céu de beleza 


É da natureza 


Presente 


À você doada 


Para ser amada 


Nunca maltratada 


É gente 


Por Deus foi gerada 


Pele aveludada 


Acariciada 


Amor 


Luz de vaga lume 


Carinho resume 


É raro perfume 


De flor 


A criança Varonil 


Aquarela em flores mil 


Dona de alma gentil 


Verdade 


Fala o que sente 


Sua alma não mente 


Sorri tão contente 


Felicidade... 


Elair Cabra


Imagem Google


quarta-feira, 3 de maio de 2017





A galinha dos ovos azuis



O sítio da Avó Maria,

Fica ao lado da floresta,

Paraíso da alegria,

Lá o amor faz seresta!



Os bichos são a razão,

Protegidos com carinho,

Dão mais vida àquele chão,

Que beleza de cantinho!



Palmas pra galinha Zita,

Que é espetacular,

Alegre meiga e bonita,

No seu jeito de ciscar.



Naquele dia cedinho,

Lá vinha o primeiro ovo,

Foi preparar o seu ninho,

Com cuidado fabuloso!



Ela estava tão faceira,

Escolheu um bom lugar,

Debaixo de uma roseira,

Pra seus ovinhos botar.



O ninho ficou lindinho,

Todo em pétalas de flores,

Bem escondido e quentinho,

Pra evitar os predadores.



E assim botou o primeiro,

Ficou feliz e encantada,

Um ovo azul e brejeiro,

Rita sorria enlevada!



Todo dia ela botava,

Fez do seu ninho atração,

Todo o sítio comentava,

Na mais sincera emoção!



Até que chegou o dia,

De chocar sua ninhada,

Aninhou-se na alegria,

Carinhosa e dedicada.



Bicando, um a um, saiu...

Nasceram fortes e espertos,

Uma canção depiu piu,

Pelo amor da mãe cobertos.





A roseira farfalhou,

E o ninho ficou florido,

Estava em alta o amor,

Aos pintinhos mais queridos.



O pai, um galo cantor,

Cantou com voz mais bonita,

E cuidou com todo o amor,

Dos filhos e a linda Zita!



Como se fosse num rito

Saiu com sua ninhada,

Ciscando o solo bendito,

A cuidar da filharada.



De uma casca azul nasceram,

Mas, eram amarelinhos,

No zelo dos pais cresceram,

E enfeitaram os caminhos!



Elair Cabral
Imagem Google


terça-feira, 2 de maio de 2017




Peixinho apaixonado



Genebaldo é um peixinho

Da cor da rosa vermelha

Nada leve e ligeirinho

Ama receber carinho

Nem que seja uma centelha



Resolveu ser bailarino

E dançar em grande estilo

Na manhã de sol menino

Num bailar doce e divino

Daria ao lago seu brilho



Pensava ganhar Jurema

Dos peixes a linda Fada

A bailarina serena

Meiga, suave e pequena

Que com loucura ele amava



O peixinho decidido

Foi aprender a bailar

Com esforço desmedido

Cada passo concebido

Vinha seu lago alegrar



Chegou o dia esperado

De dançar no recital

Seria um lindo bailado

Todo de luz enfeitado

Num encanto sem igual



Dançou com graça e beleza

Só tinha um grande desejo

Que a Fada da singeleza

Revestida de nobreza

Premiasse-lhe c’um beijo



Olha que forte emoção

Quando a dança terminou

Jurema se fez canção

Entregou-lhe o coração

E para sempre lhe amou 



Elair Cabral

Imagem Google


sábado, 22 de abril de 2017


A BALEIA AZUL


...Tempo de deixar de olhar o horizonte, 

porque o tempo é agora.

Escancarar a janela 

da parede do “ser” 

e deixar entrar lindo 

e faceiro um raio de luz.


Não a luz moribunda 

de um lampião que agoniza ao longe, 

mas a Luz do cheiro de mato, 

do gorjear de todos os pássaros, 

das canções e girassóis, 

luz do doce afago, 

do carinho entre casais, 

luz da família unida, 

de um lar e não uma casa...


Parte do poema de minha autoria " Uma janela para a vida" No qual cito a importância de um lar. Podemos ressaltar que na estrutura de um lar existe atenção, discussões positivas, esclarecimentos, luz para seguir em frente. Em um lar, pais e filhos dão-se as mãos e não há nada que separe.

  
A baleia azul é apenas uma cor, mas para os filhos sem lar, muitos bichos de todas as cores aparecerão, devido a falta de cor da família. Pais conscientes são insubstituíveis, pois não há cor que cubra o colorido de responsabililidade perante os seres que colocaram no mundo.


Destaco aqui parte de um texto de autoria desconhecida, mas que achei muito interessante...


" Quando falta você (pai ou mãe) seu filho buscará preencher sua ausência com qualquer 'bicho'. Sabe por quê essa geração de filhos não sai do celular, do computador, da internet, do isolamento? Por quê nós os empurramos para esse mundo virtual".


Hora de colorir o mundo dos pequenos, com as cores do carinho, da orientação, da calma e da firmaza, para que eles trilhem os caminhos da vida com nuances das cores do amor!

Elair Cabral






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sexta-feira, 21 de abril de 2017



Depoimento de Ivanete Xavier Zucki professora de Gabriel.


Deus não deu-me o dom das palavras lindas como minha irmã Elair Cabral poetisa ....
Mas ele, não sei o porque, deu-me a função de olhar para quem menos pode se manifestar, a coragem e persistência de seguir em frente. Então apenas posso agradecer a ele.

Ivanete Xavier Zucki

O poema abaixo é uma homenagem ao seu aluno!



GABRIEL




QUERIDO GABRIEL


Lá vem o sol lindo e claro,

Da cor do ouro e do mel.

Seria o sol astro raro?

Ou, seria o Gabriel ?


Gira a roda da alegria

Ele vai ao carrossel

Vai girando todo dia

Alegrando o Gabriel


Pra vida só tem sorrisos

Não sente gosto de fel

Num eterno paraíso

Vive o meigo Gabriel


Sabe correr, jogar bola

E sabe passar o anel

Brinca estuda e não se enrola

O querido Gabriel


Palmas para o Gabriel

Que tia Iva quer bem

Que os anjinhos lá do céu

Aplaudam ele também


Elair Cabral












Casa da vovó



A casa da vó Maria é uma joia de aconchego

Sem medo de ser feliz a criançada gargalha

Na calda o doce mais doce é ali o endereço

Um recanto de carinho onde o amor em flor farfalha



Bem em frente tem um campo que se joga futebol

Sol e chuva não importa o que vale é alegria

Todo dia bem cedinho na festança do arrebol

Girassol de cozinheira nos quitutes da Maria



Faz um bolo delicioso e chama o time todinho

Quentinho com leite mel a criançada faz festa

Floresta de mil cantares a vovó é só carinho

Cantinho só de delícias onde o amor se manifesta



À noite estórias de monstros, heróis vampiros e fadas

Contadas com tal magia a encantar grandes pequenos

Serenos, dormem sonhando com a infância encantada

Embaladas nas canções do vento que sopra ameno



De manhã todos acordam com sorrisos no olhar

Cantar rumo a cachoeira respirando natureza

Beleza das convivências é vovó com seu amar 

Morar com vovó Maria a criançada deseja!

Elair Cabral

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quinta-feira, 20 de abril de 2017






Sempre criança



Sou criança delicada

Mas, sou forte, uma beleza

Adoro correr molhada

Na chuva da natureza



Cirando e passo o anel

Vou brincando docemente

Minha pipa alcança o céu

Nado no lago contente



Ajudo em qualquer tarefa

Jogo bola, leio muito

Levando a vida sem pressa

Nos estudos chego junto



Meus amigos são amados

Minha alegria constante

No brilho de sol dourado

Amigos são diamantes



E assim, vivo pulando

A corda do bem querer

Meus princípios renovando

A cada alvorecer!


Elair Cabral




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segunda-feira, 17 de abril de 2017












Criança da roça


A família acorda cedo

No sítio do Seu Vavá

O galo canta sem medo

Passarinhos no enredo

Dão encanto ao arvoredo

E quem rege é o sabiá



Lá vem o sol poderoso

A iluminar o lugar

Vai o menino garboso

Como um Reizinho audacioso

No seu viver delicioso

Para a vaquinha ordenhar



Depois de o café tomar

Tem que começar a lida

Milho verde vai buscar

Mas, jamais pode deixar

De no açude mergulhar

A dar refresco pra vida



Retorna logo à casinha

E quer pegar os pintinhos

Foge da mamãe galinha

Que parece uma ferinha

Cacareja arrepiadinha

Na defesa dos filhinhos



Hora de as frutas colher

No pomar todo enfeitado

De uvas, limões, pitangas

Jabuticabas laranjas

Lambuza a boca com Mangas

Volta à casa, carregado



Encontra amigos do peito

Sobem lá no pé de jaca

Sempre com muito respeito

Aí não tem outro jeito

O bagunção está feito

Guerra com bosta de vaca



Depois o jogo de bola

No campinho improvisado

A tarde segue pra escola

Onde o encanto deita e rola

Enche de amor a sacola

Num viver poetizado



E assim, caminha a palhoça

Da roda d’água e do mel

Onde a criança da roça

Gira sob a chuva grossa

Conduz cavalo e carroça

Num sublime carrossel

Elair Cabral

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sábado, 15 de abril de 2017



FELIZZZZZZZZZ PÁSCOAAA!!!


JESUS VIVE


PÁSCOA DE JESUS


Então, lindos amiguinhos,

Páscoa é reverência à luz,

Às pessoas o carinho,

Muito respeito à Jesus!


Páscoa dos sonhos dourados,
Que melequeira gostosa!
Sorrisos bem lambuzados,
Vovó vem toda melosa.


Nesta Páscoa dos sorrisos,
Quero abraçar, receber
Deixar do amor os vestígios,
À Jesus agradecer... 


Elair Cabral






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